Soja: Mercado devolve as últimas altas e se ajusta nesta 6ª em Chicago após números do USDA



Os preços da soja recuam no pregão desta sexta-feira (11) na Bolsa de Chicago. O mercado, segundo explicam analistas internacionais, devolvem os ganhos da sessão anterior se ajustando após a divulgação dos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que aconteceu na tarde de ontem.

Dessa forma, por volta de 8h40 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 4,75 e 5,25 pontos, com o julho/18 sendo negociado a US$ 10,16 por bushel.

As atenções dos traders estão voltadas para o desenvolvimento da safra nova dos Estados Unidos e, ainda como explicam analistas e consultores, ao ajustado quadro de oferta e demanda esperado para a nova temporada, com a projeção de uma safra menor 2018/19 norte-americana, o que irá reduzir também os estoques finais do país.

"O ponto de maior interesse no relatório de Oferta e Demanda Mundial do USDA foi a estimativa da safra para 2019, onde pode-se constar: o aumento de 14 milhões de toneladas no esmagamento mundial da soja; Brasil superando a produção dos EUA; China com importações e esmagamento acima dos 100 milhões de toneladas neste próximo ano safra", diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja tem leves altas na CBOT nesta 5ª, mas atenta ao ajustado quadro de oferta e demanda 2018/19

O mercado da soja recebeu os novos números do boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), reagiu bem às novidades e terminou o dia do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago.

Os futuros da oleaginosa, dessa forma, terminaram este pregão subindo entre 5,50 e 6,50 pontos nos principais contratos, com o julho/18 valendo US$ 10,21 por bushel. Na sequência da divulgação dos dados, as altas chegaram a superar os 10 pontos.

Como explicou o diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal, de Malta, Steve Cachia, a reação positiva das cotações se deu, principalmente, diante das estimativas para a nova safra norte-americana.

O USDA apontou uma colheita de 116,48 milhões de toneladas para a temporada 2018/19, com os estoques finais estimados em 11,29 milhões. No ciclo anterior, esses números são de, respectivamente, 119,53 milhões e 14,42 milhões de toneladas.

"Vimos números da nova safra americana que deixam o mercado mais preocupado", diz Cachia. Afinal, além de uma produção menor nos EUA, na outra ponta, há a China comprando, nesse novo ano comercial, volumes recordes da commodity. O departamento estima que as importações da nação asiática poderiam chegar a 103 milhões de toneladas.

Também do lado da demanda, o USDA trouxe sua projeção para as exportações norte-americanas da nova temporada em 62,32 milhões de toneladas. "Mesmo com toda a disputa comercial com a China, os EUA seguem otimistas e estimando exportações muito altas, o que deve fazer com que os números dos estoques americanos sejam revisados ao longo do ano", explica o analista.

E com esse quadro ajustado entre a oferta e a demanda, ainda segundo Cachica, o acompanhamento do cenário climático no Meio-Oeste americano pelo mercado será ainda mais importante e intenso durante esta temporada. "Acredito que ainda teremos momentos em que o mercado climático possa dar oportunidades para o produtor brasileiro", sinaliza o executivo. "Do ponto de vista fundamental e técnico a tendência é positiva para os preços em Chicago", completa.

No entanto, Cachia lembra ainda que há ainda uma pressão sobre o mercado da soja que vem da disputa comercial dos EUA com a China - que ainda tem suas negociações em andamento - as vendas para exportação mais lentas nos EUA este ano, ao lado de condições de clima que, até este momento, são bastante favoráveis para o desenvolvimento dos trabalhos de campo.

Preços no Brasil

Mesmo que de forma pontual, os preços da soja no mercado brasileiro subiram nesta quinta-feira, acompanhando os leves ganhos registrados em Chicago e o dólar ainda próximo dos R$ 3,55. Nos portos, porém, as referências recuaram.

No terminal de Paranaguá, a soja disponível perdeu 1,16% para encerrar o dia com R$ 85,00 por saca. Em Rio Grande, o valor de fechamento foi o mesmo, porém, a baixa foi de 0,70%. A referência maio, por sua vez, perdeu 0,58% para ficar em R$ 85,50 por saca.

O dólar, nesta quinta, recuou 1,35% para R$ 3,5467, acompanhando a movimento da divisa na cena externa. Até a véspera, a moeda já vinha acumulando, no mês, um ganho de 2,62%.

"Esse alívio é momentâneo. Há muitas incertezas ainda. Precisamos ver outros indicadores sobre a economia dos EUA e ainda há a questão eleitoral doméstica", disse o gestor de derivativos de uma corretora local à Reuters, para quem 3,50 reais agora seria um piso para o mercado.

 

 

 

Fonte: Noticias Agrícolas

 




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